Wednesday, July 11, 2018

GPA vende produtos de terceiros dentro de suas lojas

Há pouco menos de um mês, a Daiso, loja japonesa de utilidades e artigos para casa, abriu uma loja de 150 m2 dentro de uma unidade do Pão de Açúcar na cidade de São Paulo. Na semana passada, foi a vez da Swift abrir duas lojas, uma no Extra e outra no Pão de Açúcar, também na capital paulista. Antes delas, a sorveteria Bacio di Latte iniciou em maio testes em outra loja da bandeira Pão de Açúcar. Os exemplos acima revelam um projeto que deve avançar mais rapidamente. O GPA está abrindo espaço para outros varejistas e fornecedores instalarem pontos de venda dentro de suas lojas, no conceito store in store. Novos contratos estão em negociação. Empresas como Nestlé e L'Oréal são vistas como possíveis parceiras. "Demos o pontapé no projeto há um ano e meio, dentro da proposta de rentabilizar o máximo possível a loja", afrma Jorge Faiçal, diretor comercial do multivarejo do GPA, divisão que reúne Pão de Açúcar e Extra. Na maioria das experiências, ainda em fase piloto, o que se vê não é exatamente o conceito de store in store com atendimento de funcionários da empresa parceira ou área de pagamento no local. O GPA está analisando a viabilidade de criar um modelo de pagamento com tablets, mas isso ainda não está pronto. Essa dificuldade existe por questões fiscais. No caso da Daiso e da Bacio, nos pontos há áreas separadas com as linhas vendidas pelas marcas. O cliente pega o produto e faz o pagamento no caixa da loja do GPA. Na nota fiscal, trata-se de uma venda de um item do grupo. A cada mês, o GPA presta contas ao parceiro. "Somos nós que compramos a mercadoria, o estoque é nosso. Mas a empresa me garante o giro do estoque e o mesmo prazo de pagamento que ele já tem do fornecedor", diz Luiz Felipe Barbosa, diretor comercial de não-alimentos do GPA. "É o Pão de Açúcar que gerencia o 'contas a pagar', o 'contas a receber' e o estoque, afirmou ao jornal Valor Econômico um consultor ligado ao grupo. Ele acredita que a venda seja quase em consignação, o que seria a chave para um baixo capital de giro, na opinião do consultor. Segundo o diretor comercial de não-alimentos do GPA, a rede manterá o mesmo nível de preço das lojas do parceiro nos supermercados e não cobrará aluguel pela área. "Mas o parceiro me garante uma margem mínima e eu também estabeleço uma meta em valor vendido", afirma Luiz Felipe Barbosa.
Supermercado Moderno - 10/07/2018
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