segunda-feira, 03 de fevereiro, 2014

Embraer já é a 66ª maior empresa militar do mundo

A Embraer teve um dos maiores saltos nas vendas do setor de segurança e passou a ser a 66ª maior empresa militar do mundo. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisas da Paz de Estocolmo (SIPRI), que aponta para uma participação cada vez maior de empresas de países emergentes no mercado mundial de armas.
A empresa brasileira passou a fazer parte do grupo das cem maiores empresas militares em 2010 e, desde então, as vendas não param de crescer. Em 2012, a Embraer vendeu US$ 1 bilhão em equipamentos militares - segmento que já representa 17% do faturamento anual.
Se em 2011 a companhia era apenas a 83ª maior do mundo, ela terminou 2012 na 66 ª posição - classificação mais elevada já atingida por uma empresa brasileira. Em apenas um ano, a expansão foi de cerca de 36%, o que colocou a empresa brasileira como uma das que mais registraram crescimento nas vendas em 2012.
Os resultados da Embraer vão numa direção oposta ao do segmento militar que, por conta de cortes de orçamentos de países ricos, viu suas vendas caírem em 2012 para um total de US$ 383 bilhões. No ano, a redução foi de 4,2%, depois de um outro corte de mais 6,6% em 2011. Apesar da recente queda, na década o saldo é positivo: desde 2003, as vendas subiram 29%.
Mas enquanto empresas de países ocidentais registram quedas em vendas, são empresas russas, brasileiras e de outros emergentes que ganham espaço. As companhias de Moscou, por exemplo, viram um aumento de 28% em suas vendas. Só a gigante Almaz Antei registrou um salto de vendas de 41% e é hoje a 14ª maior empresa militar do mundo. Parte do bom desempenho das empresas russas vem da implementação de um plano de rearmar o Kremlin, avaliado em US$ 700 bilhões até 2020.
Mas o ano também viu pela primeira vez a entrada de uma empresa da Ucrânia entre as cem maiores do mundo. Na Coreia, as vendas militares dobraram desde 2002.
No geral, a participação de empresas fora do eixo EUA-UE atingiu um nível recorde. Hoje, elas representam 13,5%.
Ainda assim, 42 das cem maiores empresas militares do mundo estão no EUA e representam 58% do mercado global. 30 empresas europeias ainda representam 28% do mercado. Mas desde a saída dos EUA do Iraque em 2011, o volume de vendas dessas empresas caiu. A KGR registrou uma queda de 60% em suas vendas. A empresa fornecia veículos militares para os americanos no Iraque e Afeganistão.
O Estado de São Paulo - 01/02/2014
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