terça-feira, 30 de janeiro, 2018

Consumo brasileiro ajuda desempenho de Colgate

A recuperação econômica no Brasil, impulsionada pelo consumo das famílias, teve reflexos nas demonstrações financeiras do grupo americano Colgate-Palmolive. Na fabricante de produtos de higiene e beleza, as vendas líquidas na América Latina, que representaram 25% do total no quarto trimestre, cresceram 4% na variação anual. O volume unitário avançou iguais 4%. Os ganhos foram liderados pelo Brasil e pelas regiões do Cone Sul e Andina, que compensaram parcialmente as quedas observadas no México e na América Central. Em dezembro, a empresa alcançou sua maior participação no mercado brasileiro, de 73,7%. O lançamento do enxaguante bucal Colgate Total colaborou para adicionar dois pontos à fatia de mercado desse segmento desde o terceiro trimestre. Há diversos lançamentos de produtos orais no canal de farmácias, que registra alto crescimento, para este ano. As vendas líquidas no mercado latino-americano subiram 3,8% no período, para US$ 976 milhões. Na América do Norte, a alta foi de 1%, para US$ 798 milhões. Ian Cook, diretor-presidente da Colgate, disse que as vendas cresceram globalmente graças à expansão de volumes na América Latina, América do Norte e Europa. O ambiente concorrencial está mais acirrado, principalmente nos Estados Unidos, com fabricantes como Procter & Gamble (P&G) e Kimberly-Clark baixando os preços para aumentar as vendas. No quarto trimestre de 2017, os preços globais da Colgate recuaram 1%. O lucro líquido atribuído aos controladores da Colgate no trimestre foi de US$ 323 milhões, com queda de 46,7% ante o mesmo período do ano anterior. Em 2017, o lucro líquido caiu 17,08%, para US$ 2,02 bilhões. O resultado foi afetado por encargos do programa de eficiência, os impostos da reforma tributária feita pelo presidente americano Donald Trump e a cobrança de um litígio de 2016. Concorrentes As gigantes P&G, Kimberly-Clark e Johnson & Johnson (J&J), que também divulgaram balanços na semana passada, não detalharam os números das operações brasileiras. A competição mais intensa ocasionou vendas globais mais tímidas, exceto para a J&J, que registrou crescimento expressivo na receita, mas registrou perda devido à nova legislação tributária americana. Depois da fraca expansão de 0,84% nas vendas da Kimberly-Clark no quarto trimestre, para US$ 4,58 bilhões, a empresa americana anunciou uma reestruturação global que vai culminar com o corte de 13% da força de trabalho ou até 5,5 mil funcionários. Em 2017, a receita líquida somou US$ 18,25 bilhões, com ligeira alta de 0,32%. A empresa citou que os rivais estão cortando os preços e acirrando a competição. Procurada pelo Valor para comentar os efeitos dessas demissões na operação brasileira, a proprietária das marcas Huggies, Scott, Kleenex, Intimus e Neve respondeu em nota que o calendário dos anúncios será determinado pelas necessidades do negócio. "[Serão realizadas] consultas e as negociações adequadas com sindicatos, conselhos da empresa e outras partes trabalhistas interessadas". Na P&G, que detém Ariel, Pantene e Gillette, os preços médios dos produtos no trimestre caíram pela primeira vez desde 2011. Os descontos ajudaram a elevar as vendas na maioria dos segmentos. A receita no segundo trimestre avançou 3% em base anual, para US$ 17,39 bilhões. Mas o lucro líquido caiu 68%, para US$ 2,56 bilhões. Jon Moeller, diretor de finanças da P&G, disse que a política de preços mais baixos não se estenderá. A J&J teve alta de 11,5% na receita no trimestre, para US$ 20,2 bilhões. Em 2017, houve 6,3% de crescimento ante o ano anterior, para US$ 76,45 bilhões. Apesar disso, a nova legislação tributária levou a fabricante a registrar prejuízo líquido de US$ 10,71 bilhões no trimestre, revertendo um lucro de US$ 3,81 bilhões.
Supermercado Moderno - 29/01/2018
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