quarta-feira, 31 de janeiro, 2018

Shoppings projetam expansão de 6% em 2018

O faturamento dos shopping centers brasileiros cresceu 6,2% em 2017, em termos nominais, um pouco abaixo da previsão do setor, que esperava alta de 7%. Para 2018, a expectativa é uma expansão em linha com o ano passado, de entre 5,5% a 6%, e a abertura de mais 23 empreendimentos.
As projeções foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que enxerga um 2018 ainda desafiador para o mercado. “Não será um ano maravilhoso, porque ainda temos várias dificuldades no âmbito político e econômico, mas esperámos uma evolução”, afirma o presidente da Abrasce, Glauco Humai.
Se concretizada a previsão mais otimista o setor deve fechar este ano com um faturamento de cerca de R$ 178 bilhões, ante os R$ 167,75 bilhões registrados no ano passado. A entidade prevê ainda uma expansão de 2% no número de lojas operando nos centros, após uma alta de 2,3% em 2017 – que levou o total de pontos de venda a 102,3 mil, ante 99,9 mil ao final de 2016.
Dos 23 empreendimentos que devem abrir as portas neste ano, 17 serão inaugurados em cidades do interior, o que, na visão do presidente da entidade, mostra que a tendência de interiorização vista no setor nos últimos anos deve continuar. “A partir de 2015 passamos a ter a maioria dos shoppings localizados no interior. Essa tendência deve continuar nos próximos anos, porque temos um espaço muito grande fora das capitais e com boas condições”, explica. Dados da Abrasce mostram que 54% dos 571 shopping centers estão localizados em cidades do interior dos estados brasileiros.
Desempenho em 2017
Em relação ao desempenho de 2017 a entidade afirma que “foi positivo, considerando o contexto de crise e de instabilidade no campo político”. Ainda assim, a alta nominal (sem descontar os efeitos da inflação) de 6,2% ficou abaixo da última previsão da entidade e também da média histórica de expansão do setor. De 2007 até 2014, o mercado de shoppings cresceu praticamente todos os anos acima dos dois dígitos (a única exceção foi em 2013, quando o avanço foi de 8%).
No ano passado, o setor também apresentou um número de inaugurações inferior a previsão inicial. Foram 12 novos empreendimentos abertos, frente a expectativa de 30 inaugurações – que foi divulgada em janeiro de 2017. Humai pondera que é natural que o número de aberturas diminui ao longo do ano e que o movimento pode ocorrer também em 2018, com a abertura de uma parte dos 23 shoppings previstos ficando para 2019.
Em termos de vacância, o setor fechou o ano passado com uma taxa média de 5,7%, bem abaixo do histórico. De acordo com o dirigente, o mercado já chegou a apresentar uma vacância média de 3,5%.
O aumento do nível de espaços desocupados nos shoppings é explicado pela Abrasce pelas inaugurações dos últimos anos, já que os novos centros abriram as portas com taxas elevadas de vacância.
DCI - 31/01/2018
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