segunda-feira, 05 de fevereiro, 2018

Propagação dos blocos de rua garante vendas melhores no comércio popular

A popularização dos blocos de Carnaval pelo País deve levar mais de 72 milhões de brasileiros às ruas este ano. Segundo um estudo do SPC Brasil e da CNDL, o gasto médio dos consumidores na data será de R$ 847, valor impulsionado pelo consumo em bares e restaurantes e pela compra de fantasias para os foliões. Virou lugar-comum dizer que o ano do brasileiro começa apenas após o carnaval. Com data determinada em razão da Páscoa (a quarta-feira de cinzas é sempre 46 dias antes da Páscoa), o período festivo este ano se dará antes que nos últimos, algo que atrapalha as projeções dos comerciantes especializados em fantasias. Em São Paulo, quem planeja comemorar a data aproveita os últimos dias antes do período festivo para lotar as alamedas adjacentes à Rua 25 de Março, como a Ladeira Porto Geral e a Ladeira da Constituição. Segundo os varejistas da região, a terça-feira de carnaval em 13 de fevereiro atrapalha as projeções de vendas para o ano, já que em 2017 a data caiu em 28 de fevereiro, mas a hora agora não é de se lamentar. Com movimento abaixo do esperado, a unidade da Fantasias Radicais na Ladeira da Constituição faturou R$ 250 mil até este momento – em 2017, a loja já tinha vendido R$ 500 mil a essa altura do ano. “Algumas pessoas falam que 2017 foi ruim, mas não para nós. No último ano, crescemos as vendas em cerca de 85%. Mas eu creio que este ano será melhor que o outro, até porque teremos a Copa do Mundo e as eleições ainda”, admite a gerente da Fantasias Radicais, Mônica Gomes. Por dentro do mercado Segundo o estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado na última sexta-feira (2), o carnaval deve mobilizar mais de 72 milhões de consumidores em todas as capitais do País. Dentre os produtos que ganharão espaço na festa este ano estão o consumo de bebidas, como cerveja (57%), refrigerantes (52%) e água (52%), lanches (51%) e protetor solar (43%). Outro dado importante levantado é que três em cada dez (31%) pessoas entrevistadas pela pesquisa devem adquirir alguma fantasia para comemorar o feriado. “O paulista sentiu esse sabor de bloco de carnaval de alguns anos para cá. Se em 2010, tínhamos pouco mais de 10 blocos, hoje já são mais de 400, e com o apoio da prefeitura. Isso ajudou muito os hotéis, os restaurantes e o comércio da cidade. Hoje, vendemos para pessoas de outros países e estados que vêm festejar aqui”, comenta o proprietário da Festas e Fantasias, Pierre Sfeir. Há 42 anos trabalhando na Ladeira Porto Geral, o executivo de origem libanesa presenciou diversas mudanças no carnaval de São Paulo. “Antes, nós vendíamos para escolas de samba, mas com o tempo elas passaram a comprar diretamente das fábricas. Algumas chegavam até a importar os produtos de outros países. Além disso, também tinham salões de festas na cidade, e tudo isso foi morrendo. Agora, as coisas estão melhorando novamente”, afirma Sfeir. Com um tíquete médio de R$ 12, a Festas e Fantasias vende itens como maquiagem, glitter, chapéu, perucas, óculos, dentre outros. Mas, os campeões de vendas deste carnaval devem ser as máscaras relacionadas aos políticos. “Temos máscaras do Donald Trump, Dilma, Lula e de políticos do Mensalão. Mas é tudo brincadeira, o que faz o carnaval ser uma festa popular”, diz. Também localizada na Ladeira Porto Geral, a loja Porto das Festas pretende alcançar um avanço de 30% nas vendas este ano. “Temos esta loja há seis anos. Percebemos que devido aos blocos, o fluxo de clientes está crescendo bastante ano a ano. Como o carnaval é mais curto em 2018, essas duas primeiras semanas de fevereiro são bastante importantes para nós”, diz o gerente da Porto das Festas, Luiz Gustavo. Renovando a oferta Recém-chegada ao Brasil, a startup Rappi resolveu inovar para atender melhor aos consumidores da cidade de São Paulo. O aplicativo móvel da empresa – que funciona como o iFood, mas também entrega diversos outros tipos de itens – lançou o botão ‘Carnaval’ para atender aos foliões da cidade que desejam itens carnavalescos da Rua 25 de Março. “Quando o cliente entra na sessão carnaval, ele vê itens como lantejoula, saia, glitter, tecidos com cores diferentes, perucas, buzinas, fantasias e outros. Mas, caso ele não encontrar por lá, pode solicitar que algum dos nossos assistentes pessoais busca e entrega na casa do shopper”, explica o sócio-presidente da Rappi, Bruno Nardon. “Estamos com o botão no ar há duas semanas e já recebemos centenas de pedidos por dia”, diz. Desde a fundação em 2015, os aportes recebidos pela startup estão avaliados em US$ 50 milhões.
DCi - 05/02/2018
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