quinta-feira, 04 de julho, 2019

Cobrança por bagagem despachada deve puxar venda de malas pequenas

Com o veto por parte do governo federal à isenção de cobrança por bagagem despachada em voos domésticos, o comércio de malas de pequeno porte deve subir em 2019. A fim de se adiantar ao movimento, a empresa de artigos de viagens Le Postiche reformula o portfólio e negocia com fornecedores novas parcerias. “Passamos a entrar em um processo de readequação de nosso portfólio em virtude da nova norma estabelecida pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). Começamos a desenvolver juntamente com nossos fornecedores malas que se encaixam nos compartimentos dos aviões a fim de atender os clientes que não querem pagar para despachar a bagagem”, disse a superintendente de produto da Le Postiche, Alessandra Restaino.De acordo com ela, a ampliação nessa categoria de itens dentro do negócio foi da ordem de 30% neste ano. Atualmente, os modelos de malas pequenas e médias representam 40% do volume total comercializado pelo grupo. “Percebemos há alguns meses uma migração de consumidores de malas grandes para itens médios e pequenos. Existe também um compartimento em nossas lojas justamente para o cliente simular a acomodação do produto como se estivesse dentro do avião”, argumentou ela, destacando que o tíquete médio de malas grandes está por volta de R$ 300. Já o valor das malas de menor porte da marca são vendidas variam de R$ 99 até R$ 199. A pedido do DCI, a plataforma de marketplace OLX realizou um levantamento referente ao movimento. Segundo o balanço, na comparação entre o primeiro semestre do ano passado ante igual período 2019, houve aumento de 24% no interesse em anúncios feitos contendo "bagagem de mão" no título ou na descrição da busca do portal. Para o especialista em varejo da consultoria Goakira, José Carlos Fugice, mais do que uma questão de legislação, a nova realidade para o tamanho das malas para viagens tem se tornado um novo hábito de consumo na sociedade brasileira. “O serviço de transporte de bagagens nos aeroportos brasileiros é muitas vezes ineficiente com uma grande demora na entrega dessas malas e, em alguns casos, extravio de mochilas”, disse o especialista. De acordo com ele, mesmo que o valor desses produtos menores seja inferior às demais categorias de mala, “negócios especializados nesse tipo de item tendem a garantir margem pelo volume comercializado”. “A competitividade entre as empresas desse setor tende a aumentar também a partir de agora, uma vez que muitos players importam produtos da China e colocam a própria marca nesses itens”, destacou Fugice. Nesse sentido, outro aspecto destacado por Alessandra diz respeito ao percentual de participação dos produtos de marca própria dentro do volume total vendido pela empresa. “As marcas próprias representam hoje 70% de todas as vendas do negócio”, afirmou a executiva, lembrando que o grupo tem 220 lojas em operação no território nacional. Período de férias Considerada como uma das épocas mais importantes para impulsionar a venda dos artigos de viagem da marca, Alessandra ressaltou que a demanda por malas pequenas e médias ganhará mais força neste mês. A perspectiva do negócio é que as viagens nesse período impulsionem o comércio do grupo como um todo em 20% sobre o mesmo período do ano anterior. Além disso, outra estratégia utilizada para elevar a rentabilidade tem sido o investimento em itens “paralelos” ao carro-chefe da marca, as malas. “Para a complementação da linha de viagens, investimos também identificador de bagagens, cadeados, almofadas de pescoço, kit organizador e porta passaporte”, diz Alessandra.
DCI - 04/0/2019
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